O que a COVID-19 tem a ver com mudança do clima?

Para quem discute a questão da crise climática, um dos pontos mais quentes nos últimos dias foi a eventual conexão entre a mudança do clima e a pandemia de COVID-19 em todo o mundo. De acordo com a cientista canadense Katharine Hayhoe, existem duas respostas possíveis: um não mais curto, e um sim mais longo.

“Espera-se que a mudança do clima aumente a abrangência geográfica de infecções como zika e chikungunya, carregadas por vetores (pernilongos, mosquitos e outros), que hoje têm uma geografia limitada, mas que podem se expandir com um clima aquecido”, explica Hayhoe.

No caso da COVID-19 em particular, o vírus SARS-CoV-2 é propagado pelo próprio ser humano. Por essa razão, a mudança do clima em si não está sendo um fator relevante na propagação dessa doença.

No entanto, a maior incidência de doenças resultantes de coronavírus em geral pode, sim, estar relacionada ao clima. Na medida em que ele se modifica, a Terra fica mais quente, o que, num primeiro momento, é ruim para o vírus; no entanto, exatamente por isso, as pessoas mais vulneráveis a ele “relaxam” e não tomam as medidas para evitar o desenvolvimento de gripes, como se vacinar. Além disso, com o planeta inteiro tendo temperaturas mais quentes, as estações de gripe podem se tornar mais elásticas, como já acontece hoje nas regiões tropicais.

Existe também uma outra ameaça associada a um planeta mais quente: com as temperaturas mais altas, a resposta imunológica do nosso corpo pode se enfraquecer, o que nos deixaria mais vulneráveis a vírus como o SARS-CoV2.

Nota: Artigo publicado originalmente por Clima Info.

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